Renan diz não ter "nada urgente" para conversar com Lula (Manchete da Tarde de 18/7/07 da Folha On Line)
Mas urgência é palavra que existe no vocabulário de políticos???
Há cerca de dois meses, famosa Padaria da Rua Estados Unidos em S. Paulo teve seu estacionamento temporariamente interditado pela Prefeitura. Pouquíssimas horas após, a Padaria já havia firmado convênio com estacionamento exatamente em frente, de tal modo que a rotina de todos os clientes foi “minimissimamente” afetada. Salvo engano meu, nos dois dias seguintes, o estacionamento original foi reaberto.
Esse é o mundo real. Já o mundo dos Poderes da República!!!!
Ao mesmo tempo em que não sinto a menor saudades da ditadura, não me sai da cabeça a - já aqui “repetidíssima” - máxima do Casseta e Planeta: Aristóteles falou que o homem era um animal político. Os Cassetas contestaram: “O homem político é um animal”.
O desafio hercúleo está, pois, lançado em Brasília: Mudem o conceito que a população tem de vocês (Três poderes)!!!. Aliás, conceito pelo qual vocês trabalharam bastante para obter e, muito justamente, obtiveram!!
18.9.07
13.9.07
Poderosos favorecendo Poderosos - Isso Não tem Fim
Diversos leitores que acessaram meu blog através da chamada que o Ig fez para o texto que republiquei ontem a propósito da pancadaria que antecedeu à sessão Renan no Senado garantiram que irão anular seus votos na próxima eleição (vejam suas mensagens no blog). Também já pensei em anular todos os meus votos desde o momento em que Paulo Maluf, depois de 30 e tantos anos de trâmites na Justiça, fora absolvido por ter dado Fuscas para os Jogadores Tri-Campeões do Mundo em 1970. A esse respeito escrevi o texto INFELIZMENTE SOU TEIMOSO, NÃO PERSISTENTE, já publicado no meu blog.
Não que esteja com preguiça de escrever coisa nova, mas como as decisões dos poderosos favorencendo podereosos só fazem se repetir, republico também esse Texto. Adaptando-se a teoria do José Simão de que o Brasil é o país da piada pronta, as maracutaias e inconcebíveis decisões de juízes e políticos também tornam o Brasil um país onde, infelizmente, textos jornalísticos parecem eternos. Lá vai:
******************************
Infelizmente sou Teimoso, não Persistente - 2 -
Tenho boa memória e não sou tão novo.
Na Copa de 70, estava com 16 anos. Lembro-me bem de muita coisa a respeito. O time do Brasil chegou ao México desacreditado. Paulo Maluf era prefeito de S. Paulo (não vou repetir aqui, por não poder provar, a versão que explicava na época a escolha de seu nome para o cargo). Pois bem, ouvi e li nosso prefeito, então no início de sua famosa carreira política, afirmando que se o Brasil fosse campeão do mundo , ele daria um fusca para cada jogador e (salvo engano) membro da comissão técnica. Pois bem, o Brasil foi avançando, avançando e Maluf recuando, recuando. Já não era mais Paulo Maluf, na terceira pessoa como tanto gosta de dizer, mas sim a prefeitura de S. Paulo que daria os carros. Só pegar os jornais da época e ver.
O Brasil ganha a Copa, Maluf, com dinheiro da prefeitura, dá os carros, alguém entra na Justiça contra o prefeito que usara o dinheiro público.
Passam-se 35 anos e, com a rapidez que lhe é peculiar, a justiça Brasileira em última instância conclui que Maluf era inocente, uma vez que teve o aval da Câmara de Vereadores para fazer o que fez.
Deixa eu entender, como dizia uma ex-namorada: para descobrir que Maluf teve o aval da Câmara e que só esse fato era a prova e condição suficiente de sua inocência, a justiça (com j minúsculo mesmo) levou 35 anos???
Um parênteses desnecessário: os jogadores de então não eram milionários como hoje, mas em hipótese alguma se justificava tirar dinheiro da população com suas carências crônicas para premiar esportistas bem sucedidos.
Em conversas, desde essa época, relato o fato, digo que o cidadão não pode crer em mais nenhuma instituição do país . Logicamente, não saí pregando depredação de nada nem qualquer vandalismo. Entretanto, afirmava que uma forma de eu mostrar meu descontentamento e decepção com tudo, seria eu votar nulo até o fim de minha vida. Ainda dizia que, infelizmente, eu sou teimoso e não persistente. Embora meu dicionário eletrônico aponte que teimoso e persistente sejam quase a mesma coisa, na minha cabeça o persistente tem convicção da coisa e o teimoso apenas teima e a simples teima, além de parecer birra de criança, é muito mais fraca do que a convicção.
Pois bem, acho que sou apenas meio teimoso pois não pretendo anular todos os cinco votos, talvez apenas dois.... Ah, que inveja tenho dos persistentes!!!
Espero até antes da eleição expor ou, como dizem os analfabetos pretensiosos de hoje, “estar expondo” aqui minha opinião sobre o nosso glorioso (nem precisa por aspas, né???) poder legislativo (também em minúsculas, naturalmente!!!!)
***********************************
Em tempo, no país da piada pronta e do texto pronto, ao que parece, um dos únicos que recebeu meu voto estava em dúvida até a última hora se condenava ou absolvia o Renan. Desse jeito, vou ser obrigado a não mais ser apenas um meio teimoso e passar para o lado dos persistentes!!!
Não que esteja com preguiça de escrever coisa nova, mas como as decisões dos poderosos favorencendo podereosos só fazem se repetir, republico também esse Texto. Adaptando-se a teoria do José Simão de que o Brasil é o país da piada pronta, as maracutaias e inconcebíveis decisões de juízes e políticos também tornam o Brasil um país onde, infelizmente, textos jornalísticos parecem eternos. Lá vai:
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Infelizmente sou Teimoso, não Persistente - 2 -
Tenho boa memória e não sou tão novo.
Na Copa de 70, estava com 16 anos. Lembro-me bem de muita coisa a respeito. O time do Brasil chegou ao México desacreditado. Paulo Maluf era prefeito de S. Paulo (não vou repetir aqui, por não poder provar, a versão que explicava na época a escolha de seu nome para o cargo). Pois bem, ouvi e li nosso prefeito, então no início de sua famosa carreira política, afirmando que se o Brasil fosse campeão do mundo , ele daria um fusca para cada jogador e (salvo engano) membro da comissão técnica. Pois bem, o Brasil foi avançando, avançando e Maluf recuando, recuando. Já não era mais Paulo Maluf, na terceira pessoa como tanto gosta de dizer, mas sim a prefeitura de S. Paulo que daria os carros. Só pegar os jornais da época e ver.
O Brasil ganha a Copa, Maluf, com dinheiro da prefeitura, dá os carros, alguém entra na Justiça contra o prefeito que usara o dinheiro público.
Passam-se 35 anos e, com a rapidez que lhe é peculiar, a justiça Brasileira em última instância conclui que Maluf era inocente, uma vez que teve o aval da Câmara de Vereadores para fazer o que fez.
Deixa eu entender, como dizia uma ex-namorada: para descobrir que Maluf teve o aval da Câmara e que só esse fato era a prova e condição suficiente de sua inocência, a justiça (com j minúsculo mesmo) levou 35 anos???
Um parênteses desnecessário: os jogadores de então não eram milionários como hoje, mas em hipótese alguma se justificava tirar dinheiro da população com suas carências crônicas para premiar esportistas bem sucedidos.
Em conversas, desde essa época, relato o fato, digo que o cidadão não pode crer em mais nenhuma instituição do país . Logicamente, não saí pregando depredação de nada nem qualquer vandalismo. Entretanto, afirmava que uma forma de eu mostrar meu descontentamento e decepção com tudo, seria eu votar nulo até o fim de minha vida. Ainda dizia que, infelizmente, eu sou teimoso e não persistente. Embora meu dicionário eletrônico aponte que teimoso e persistente sejam quase a mesma coisa, na minha cabeça o persistente tem convicção da coisa e o teimoso apenas teima e a simples teima, além de parecer birra de criança, é muito mais fraca do que a convicção.
Pois bem, acho que sou apenas meio teimoso pois não pretendo anular todos os cinco votos, talvez apenas dois.... Ah, que inveja tenho dos persistentes!!!
Espero até antes da eleição expor ou, como dizem os analfabetos pretensiosos de hoje, “estar expondo” aqui minha opinião sobre o nosso glorioso (nem precisa por aspas, né???) poder legislativo (também em minúsculas, naturalmente!!!!)
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Em tempo, no país da piada pronta e do texto pronto, ao que parece, um dos únicos que recebeu meu voto estava em dúvida até a última hora se condenava ou absolvia o Renan. Desse jeito, vou ser obrigado a não mais ser apenas um meio teimoso e passar para o lado dos persistentes!!!
12.9.07
RECREIO SEM FIM (2) NO CONGRESSO
Sem falsa modéstia, a confusão, com direito à troca de tapas, socos e pontapés, que ocorreu hoje na entrada do Senado, torna oportuna a leitura do Texto que já publiquei aqui às vésperas da última eleição sobre o Congresso. O Título do texto era RECREIO SEM FIM. Lã vai:
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Todos, absolutamente todos, os grupos de pessoas que se reúnem obedecem a certos critérios, sob pena de reuniões se tornarem caos. Todos, exceto um. Para esse único grupo, provavelmente quanto mais caos houver, mais seus participantes gostam, se divertem. Afinal eles estão ali, ao que parece, é para se divertir, brincar, como bem disse uma atriz que, coitada, teve que participar de encontro com eles no território deles.
Crianças, jovens, adultos e professores vivem sua rotina nas salas de aula em uma dessas situações. Em geral, o professor expõe um tema na frente, próximo ao quadro negro e os alunos -SENTADOS-ouvem. Alunos podem pedir a palavra e se manifestar. Nos seminários, um ou mais aluno(s) fica (m) na frente, expõe(m) uma idéia e todo mundo fica sentado ouvindo o colega. A outra situação é o intervalo/recreio, quando eles conversam, comem um sanduíche ou tomam um cafezinho/refrigerante.
Reuniões profissionais, em geral um ou mais visitante é atendido em uma sala de reuniões. Se houver uma cadeira que se destaca, quem recebe senta-se nessa cadeira e as visitas se sentam nas outras.
Até mesmo nos treinos de qualquer time de futebol, seja do milionário Barcelona do Ronaldíssimo Gaúcho ou dos Sem Chuteiras Fuebol Clube, há um bom senso para fazer a coisa render.
São mais ou menos quatro situações: os atletas, todos eles, fazendo exercícios físicos Os jogadores divididos em dois times, ensaiando jogadas, fazendo coletivo. Quando participam de um rachão ou joão-bobo é para descontrair, para relaxar a musculatura, não é para brincar, não. O João-bobo tem objetivo. Em todas essas atividades, o técnico e/ou preparador físico ditam as normas. Em todas essas situações, mesmo durante a descontração do João-bobo, há uma certa seriedade. Ninguém fica tomando refrigerante, ninguém fica batendo papo com o companheiro ao lado. E olha que os jogadores são adolescentes ou a jovens adultos, a grande maioria gente muito simples, em geral com pouca instrução e algumas vezes extremamente infantis.
Observe-se ainda que tanto o recreio/intervalo dos alunos quanto a brincadeira de João bobo dos jogadores de futebol têm um ponto final.
Já no Congresso Nacional.....
Ah, aí o recreio não tem fim. Suponho que além daquela mesona que existe naquele palcão lá em cima, haja uma belíssima cadeira e uma mesa para cada congressista se sentar e ouvir aquele que está lá em cima. Mas eles são garotos indisciplinados e não há um professor ali a quem eles devam obediência. Aí é uma festa!!!!!!!!!! Muitos ficam amontoados em cima daquele que está falando. Será que é para aparecer na televisão e mostrar pro eleitor de seus estados que eles têm participação decisiva nos rumos da nação??? Outros ficam aos gritos no celular, muitas vezes ao lado desse que está falando; falando no microfone, porque batendo papo estão todos. Há diversos grupinhos de dois congressistas, caminhando pra cá e pra lá, em geral um deles segurando no braço do outro. Curiosa essa mania que eles têm de segurar no cotovelo do cara com quem estão conversando. Experimente segurar o cotovelo de uma mulher de personalidade por mais do que três segundos. Ela puxará o braço com toda a força e não admite que isso se prolongue por mais um único segundo.
Tudo isso sem contar a tal história do quórum. É assim: determinada matéria será votada no Congresso na terça-feira. Se houver quorum, naturalmente. Se houver quorum é tão implícito e aceito como uma lei da física. Alguém já chegou a uma agência bancária, a um shopping, a uma escola ou a qualquer outro lugar da vida real e encontrou um funcionário que estava ali apenas para informar que permaneceriam com as portas fechadas por falta de quorum???
A atriz Denise Fraga, num dia em que deu quórum, há cerca de oito meses/um ano, foi ao Congresso Nacional tratar de assunto da classe artística e ficou estarrecida com o ambiente.
Com fabuloso poder de síntese, ao contrário do detalhamento desse texto, ela disse: Fiquei impressionada. Parecida um bando de garotos em volta de uma bola de futebol.
Calma lá Denise Fraga: não ofenda nossos garotos!!!!
De maneira alguma, tenho saudades da Ditadura. Mas não posso deixar de pensar em Aristóteles e principalmente no pessoal do Casseta e Planeta. Aristóteles disse: “o homem é um animal político". Casseta e Planeta: “O Homem Político é um animal!!!
”Domingão tem eleição!!!
*****************************************************
A eleição já passou, alguns foram expulsos do colégio, entraram garotos e garotas novas, mas o Recreio Continua e, como dizem os jovens, ao que parece, A Balada não tem hora pra terminar. Daqui a quatro anos, há um rodízio, desculpa, nova eleição, mas o Recreio Vai Continuar!!!
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Todos, absolutamente todos, os grupos de pessoas que se reúnem obedecem a certos critérios, sob pena de reuniões se tornarem caos. Todos, exceto um. Para esse único grupo, provavelmente quanto mais caos houver, mais seus participantes gostam, se divertem. Afinal eles estão ali, ao que parece, é para se divertir, brincar, como bem disse uma atriz que, coitada, teve que participar de encontro com eles no território deles.
Crianças, jovens, adultos e professores vivem sua rotina nas salas de aula em uma dessas situações. Em geral, o professor expõe um tema na frente, próximo ao quadro negro e os alunos -SENTADOS-ouvem. Alunos podem pedir a palavra e se manifestar. Nos seminários, um ou mais aluno(s) fica (m) na frente, expõe(m) uma idéia e todo mundo fica sentado ouvindo o colega. A outra situação é o intervalo/recreio, quando eles conversam, comem um sanduíche ou tomam um cafezinho/refrigerante.
Reuniões profissionais, em geral um ou mais visitante é atendido em uma sala de reuniões. Se houver uma cadeira que se destaca, quem recebe senta-se nessa cadeira e as visitas se sentam nas outras.
Até mesmo nos treinos de qualquer time de futebol, seja do milionário Barcelona do Ronaldíssimo Gaúcho ou dos Sem Chuteiras Fuebol Clube, há um bom senso para fazer a coisa render.
São mais ou menos quatro situações: os atletas, todos eles, fazendo exercícios físicos Os jogadores divididos em dois times, ensaiando jogadas, fazendo coletivo. Quando participam de um rachão ou joão-bobo é para descontrair, para relaxar a musculatura, não é para brincar, não. O João-bobo tem objetivo. Em todas essas atividades, o técnico e/ou preparador físico ditam as normas. Em todas essas situações, mesmo durante a descontração do João-bobo, há uma certa seriedade. Ninguém fica tomando refrigerante, ninguém fica batendo papo com o companheiro ao lado. E olha que os jogadores são adolescentes ou a jovens adultos, a grande maioria gente muito simples, em geral com pouca instrução e algumas vezes extremamente infantis.
Observe-se ainda que tanto o recreio/intervalo dos alunos quanto a brincadeira de João bobo dos jogadores de futebol têm um ponto final.
Já no Congresso Nacional.....
Ah, aí o recreio não tem fim. Suponho que além daquela mesona que existe naquele palcão lá em cima, haja uma belíssima cadeira e uma mesa para cada congressista se sentar e ouvir aquele que está lá em cima. Mas eles são garotos indisciplinados e não há um professor ali a quem eles devam obediência. Aí é uma festa!!!!!!!!!! Muitos ficam amontoados em cima daquele que está falando. Será que é para aparecer na televisão e mostrar pro eleitor de seus estados que eles têm participação decisiva nos rumos da nação??? Outros ficam aos gritos no celular, muitas vezes ao lado desse que está falando; falando no microfone, porque batendo papo estão todos. Há diversos grupinhos de dois congressistas, caminhando pra cá e pra lá, em geral um deles segurando no braço do outro. Curiosa essa mania que eles têm de segurar no cotovelo do cara com quem estão conversando. Experimente segurar o cotovelo de uma mulher de personalidade por mais do que três segundos. Ela puxará o braço com toda a força e não admite que isso se prolongue por mais um único segundo.
Tudo isso sem contar a tal história do quórum. É assim: determinada matéria será votada no Congresso na terça-feira. Se houver quorum, naturalmente. Se houver quorum é tão implícito e aceito como uma lei da física. Alguém já chegou a uma agência bancária, a um shopping, a uma escola ou a qualquer outro lugar da vida real e encontrou um funcionário que estava ali apenas para informar que permaneceriam com as portas fechadas por falta de quorum???
A atriz Denise Fraga, num dia em que deu quórum, há cerca de oito meses/um ano, foi ao Congresso Nacional tratar de assunto da classe artística e ficou estarrecida com o ambiente.
Com fabuloso poder de síntese, ao contrário do detalhamento desse texto, ela disse: Fiquei impressionada. Parecida um bando de garotos em volta de uma bola de futebol.
Calma lá Denise Fraga: não ofenda nossos garotos!!!!
De maneira alguma, tenho saudades da Ditadura. Mas não posso deixar de pensar em Aristóteles e principalmente no pessoal do Casseta e Planeta. Aristóteles disse: “o homem é um animal político". Casseta e Planeta: “O Homem Político é um animal!!!
”Domingão tem eleição!!!
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A eleição já passou, alguns foram expulsos do colégio, entraram garotos e garotas novas, mas o Recreio Continua e, como dizem os jovens, ao que parece, A Balada não tem hora pra terminar. Daqui a quatro anos, há um rodízio, desculpa, nova eleição, mas o Recreio Vai Continuar!!!
5.9.07
Cafezinho com Gabriel
John era um garotão espanhol cabeludo, desses típicos cidadãos do mundo. Parece que o pai lhe dera esse nome exatamente para facilitar as coisas onde quer que ele resolvesse montar – ainda que por curtíssimo espaço de tempo – acampamento.
Ele era brilhante professor de Espanhol de um caótico curso organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. O curso, reitero, era o caos, mas o John, reitero, era ótimo. Para se ter uma idéia, havia uma turma que pagava regularmente, havia um professor, mas não havia sala de aula. Era uma coisa itinerante. Um dos locais arranjados frequentemente estava fechado. Nessas ocasiões, nos instalávamos na casa de uma das alunas que morava na vizinhança.
O espaço mais duradouro que ocupamos devia ser em uma casa, certamente sem Habite-se, cuja sala de aula era alcançada por uma escada de ferro quase perpendicular ao chão. Havia uma senhora no Grupo que precisava entrar por uma loja vizinha.
Voltando ao John. Além de competente, ele era veloz. Veloz nas transformações em sua vida. Ele contou que já havia pertencido a uma organização religiosa de ultra-extrema-direita. Representando essa organização, ele travara longo debate com D. Pedro Cassaldáliga - Bispo do Araguaia - Adepto da teologia da libertação.
Alguns anos mais tarde, já então cabeludo e com roupas meio “hiposas”, ele estava no Memorial da América Latina. Encontra-se novamente com Cassaldáliga que o saudou animadamente e congratulou-se com John pela radical mudança. A inteligência e preparo do John já haviam impressionado o religioso. Com o novo visual, John ficou ainda mais encantador.
Cassaldáliga diz que está esperando um amigo e convida John para tomar um cafezinho com eles.
O amigo que ele estava esperando e que, de fato, apareceu para o café era Gabriel García Márquez.
Ele era brilhante professor de Espanhol de um caótico curso organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. O curso, reitero, era o caos, mas o John, reitero, era ótimo. Para se ter uma idéia, havia uma turma que pagava regularmente, havia um professor, mas não havia sala de aula. Era uma coisa itinerante. Um dos locais arranjados frequentemente estava fechado. Nessas ocasiões, nos instalávamos na casa de uma das alunas que morava na vizinhança.
O espaço mais duradouro que ocupamos devia ser em uma casa, certamente sem Habite-se, cuja sala de aula era alcançada por uma escada de ferro quase perpendicular ao chão. Havia uma senhora no Grupo que precisava entrar por uma loja vizinha.
Voltando ao John. Além de competente, ele era veloz. Veloz nas transformações em sua vida. Ele contou que já havia pertencido a uma organização religiosa de ultra-extrema-direita. Representando essa organização, ele travara longo debate com D. Pedro Cassaldáliga - Bispo do Araguaia - Adepto da teologia da libertação.
Alguns anos mais tarde, já então cabeludo e com roupas meio “hiposas”, ele estava no Memorial da América Latina. Encontra-se novamente com Cassaldáliga que o saudou animadamente e congratulou-se com John pela radical mudança. A inteligência e preparo do John já haviam impressionado o religioso. Com o novo visual, John ficou ainda mais encantador.
Cassaldáliga diz que está esperando um amigo e convida John para tomar um cafezinho com eles.
O amigo que ele estava esperando e que, de fato, apareceu para o café era Gabriel García Márquez.
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